Foto Divulgação / HRC
A médica intensivista Geórgia de Oliveira, atua na linha de frente nas UTIs Covid do Hospital Regional do Cariri (HRC) desde o início da pandemia. Com o novo pico da doença, ela se emociona ao fazer um apelo à população para que fique em casa. “Essa gripezinha já levou o amor de muita gente, a dor que eles sofreram nós também sofremos”.
A médica afirma que, cada vez mais, os pacientes que evoluem para casos graves da doença são jovens. “Cada vez mais nós temos visto jovens na faixa etária entre 25 e 45 anos nas nossas UTIs. O padrão mudou totalmente. A doença mutabilizou, não estabilizou, como todo mundo achava, e agora está afetando pessoas mais jovens que estamos recebendo em situação mais grave”, afirma a médica.
“Estamos fazendo um apelo. Nós também somos pessoas e estamos todos os dias trabalhando. Nós não estamos pedindo que o mundo pare, só queríamos que o mundo entendesse que a gente pode ter empatia, ver a dor do outro e a gente não pode não fazer nada”, diz ela. “Se não fazer nada é ficar em casa, então vamos ficar em casa”, completa.
“Vamos ficar em casa para não nos transformarmos em estatística. É um apelo de uma pessoa que todos os dias vê o paciente pedindo para não morrer”, encerrou a médica.
Badalo