Depois de interromper a votação de suas prévias presidenciais no domingo, 21, por pane no aplicativo que registraria os votos de filiados, e não ter sucesso na primeira opção para substituir o sistema, devido a falhas nos testes de segurança, o PSDB tem caminhado com mais firmeza em direção a um “plano C”.
Segundo tucanos que acompanham a busca e os testes pela solução tecnológica ao enrosco das prévias, o aplicativo de uma terceira empresa contatada pelo partido teve avanços entre as equipes técnicas das campanhas nesta quarta-feira, 24, e o clima é de otimismo para que a votação possa ser retomada na sexta-feira, 26.
Assim, o pleito poderia ser encerrado até o domingo 28, prazo estipulado pela direção do partido em acordo com os três candidatos, os governadores Eduardo Leite (RS) e João Doria (SP) e o ex-prefeito de Manaus e ex-senador Arthur Virgílio. Quem tem acompanhado os testes afirma que a ferramenta tem problemas e exige algumas correções, mas nenhum deles a ponto de inviabilizar seu uso.
No caso da Relatasoft, empresa que teve o sistema testado entre esta terça-feira e hoje, as equipes de tecnologia do partido conseguiram derrubar o aplicativo com certa facilidade nos primeiros testes. A ferramenta foi descartada.
O PSDB havia encomendado à Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs) um aplicativo para registrar os votos de seus filiados país afora, ao custo de mais de 1 milhão de reais. O sistema funcionou bem durante cerca de uma hora no dia do pleito, mas começou a apresentar problemas. Dos cerca de 45.000 tucanos aptos a votar, somente cerca de 3.500 conseguiram fazê-lo por meio do aplicativo da Faurgs.
VEJA